Do que mais vou ter que abrir mão?

“Eu não consigo me concentrar, o meu corpo ainda está hesitando

Seu eu tremer, mesmo com meu controle, a foto ficará tremida

Nem o sol nem a sorte completam o meu jeito

“Mas eu ainda tenho que fazer isso”

Eu grito isso para mim mesmo

A situação é ruim, mas simplesmente fugir é covardia

Eu não tenho perspectivas, vou ter que conseguir isso com coragem

Enquanto a minha insistência me pressionar, eu procuro o meu destino de longe

O que eu preciso é de um pouco mais de orgulho

Esse é o doce da vitória

Ou o amargo da derrota?

É tudo uma possibilidade

Eu quero manipular o destino

Agarre o perfeito Momento de Ouro

Eu vou fazer um rosto inexpressivo com todas as minhas forças

Me arraste para um mundo de ilusão

Sair desse interminável jogo de pressão

E pular para a linha da vitória

Quanto mais? Quanto mais eu vou ter que pagar?

Do que mais eu vou ter que abrir mão?”

Soneto – Sobre Sombras e Escuridão

Com relativo humor
As Sombras correm
Divagando pelos campos
Os sorrisos fogem

Na Escuridão não há sombras
No escuro os sons somem
“Outros dias virão”
Há medo na Terra do Homem

Simples como somar
Sombras mais Escuridão

Um novo Luar
Começo e fim da Razão.