O ar mais puro dos puros

O ar mais puro dos puros

Que respira por este muro

E passa sereno, pequeno, por entre murros

do meu doce coração leve e impuro.

 

Tal o escuro mais claro do mal

Que me faz cair neste amor fatal

do estado mais sóbrio na montanha mais alta

que só me faz e faz muita falta.

 

Só por que te vi ainda ontem de mim perante

pensando como só pensava Dante

e me prendendo ao avaro do ”nestante”

Prometo que me socorro aos teus beijos adiante.

 

Prometo. É esse amor que de lá de longe vem

Sorrindo, fazendo doce e desdém

Mas, que me cerca só pra dizer que tem.

E no final, carinho, só faz bem.

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Uma coisa que não tem nome*

Para um homem que está se apaixonando, não há outra alternativa. Triste vida assim terminará a daquele que não tem nada a perder, mas também não pode ganhar nada, por já saber.

Que tudo saia de dentro de sua voz, as palavras na frente dos sentidos, na frentes do que é sentido.

Minha cara metade, eu não sei… Mas, não quero esperar para te perder antes de descobrir se pode ser ou será?!

Quase tropecei em você, ou você se jogou na minha frente. Eu não sei dizer se e como aconteceu. Aconteceu o que eu queria mas não esperava e tinha medo que tivesse que acontecer. Não há razão para deixar-me sofrer, nem quero tentar. Eu quero tentar, ande, me deixe provar.

Não quero saber, se houve, há, ou não sei o quê. O que quero tem o seu nome, sabe que vou continuar até você ficar com este homem.

Vou deixar para você decidir se vai me deixar, me acolher ou não saber. Eu sei que tudo pode ser, tudo vai deixar-se esclarecer.

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