you know…

essa minha voz grave não me permite
cantar músicas doces sobre mim
para você, meu amor
Mas, eu tento mesmo assim

não é isso que vai
me fazer parar e desistir
de tudo que sei que posso ser
e posso por nós dois fazer

meu refrão é curto
por que quero ir
direto ao ponto
é tempo de irmos além

you know…

meu violão não está acostumado
a soar para você
ele tem medo de errar (um nota ou outra)
parece comigo quando te vê

you know…

é que me acostumei a olhar
para só você
e te abraçar forte
é só assim que consigo viver

não me deixe mais cantar
por favor, pegue minhas mãos, amor
me diga que sabe o que quero dizer
me diga, sim, por favor

é que me peguei a olhar
todo dia só para você
e que só sei te abraçar forte
é só assim que consigo entender…

you know…

não me deixe parar
por favor, pegue minha mão, amor
me diga que sabe o que quero dizer
me diga, sim, por favor

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Se eu não pedir mais

Oh, ela vai chegar.

Se eu não pedir mais

Ela vai pensar o quão bom pode ser

De toda sorte, sou capaz.

 

De olhar por entre seus olhos

Fugir do meu próprio feudo

E sorrir pra todos os lados

Não ficar como criança tendo tanto medo.

 

Não tenho certeza

Quando ela vai chegar

O cheiro que se espalha

Vem anunciar!

 

É uma nuvem de calor

Que ela trás para perto de mim

Meu coração queima por dentro toda vez…

Ela derrete este gelo até o fim.

 

Ela é mais que um pequeno sonho

Ela me traz beijos tão fortes que nem sei descrever

Ela é minha magia e única paz

Minha única razão para ter sorte e escrever.

[Conto] Os seres que procuram a montanha das pedras das almas

Existe um conto que me foi revelado por meu pai e que foi contado para ele por minha avó. Meu avô não teve tempo para lhe contar. Ele morreu pelos seres que procuram a montanha das pedras das almas. E é sobre eles que vou lhe falar agora.

Nesta vila e nas demais dessa província, existe uma lenda, uma lenda que é maior que um mito. Um mito que é maior que qualquer outro. Mas, isso tudo é realidade. É verdade e se você não acreditar terá o mesmo futuro de seu pai e meu avô, uma cova com algumas camisas, um fedora* e um par de sapatos.

Você vai morrer se não aprender a sobreviver diante desses monstros.

Ninguém jamais viu seus rostos. Não procure ser o primeiro.

No penhasco atrás desta casa, há uma saída e só uma para quando eles aparecem: o mar.

Pule no mar e não olhe para o céu.

Eles vão aparecer no primeiro dia em que você não acreditar mais. Você não sabia que eles existem, mas você ainda é criança. Não sabemos porquê as crianças sobrevivem, infelizmente. Se soubéssemos não pularíamos nessas águas frias toda vez que eles aparecem.

Eles recrutam novos caçadores para procurarem o que querem. E tudo o que sabemos sobre eles é o que nos contaram:

“Queremos encontrar a montanha das pedras das almas”.

Maldita montanha! Maldito continente! Maldita loucura! Maldita alma!

Aprenda que eles não querem você, mas você nunca mais vai voltar para a costa se deixar de acreditar neles. Nunca deixe de acreditar em mim!

Você não vai lembrar-se de sua mãe amanhã. Eu, sua mãe… Não ficarei aqui para te abraçar. Proteja sua existência como se fosse a minha.

Deixei de acreditar há muito tempo. Vê aquela porta? Eles estão me esperando lá. Eles sabem e você esquecerá. Prometa que não esquecerá de mim. Prometa que acreditará. Todos aqui dirão que estou louca. Eles acreditam, mas não vão querer esquecer meu nome e por isso vão mentir pra você. Vão dizer que estive louca, mas nunca vão falar para você desses monstros.

Peço só que acredite em mim e nesses monstros. Tenha sempre medo deles. E se aparecerem quando você for grande, pule do penhasco de trás dessa casa. Eu não tenho mais salvação. Eles já me pegaram, mas vou tentar pular para o mar.

Conte este o que te disse para seus filhos.

Não estou louca.

—————

*Tipo ordinário de Chapéu Panamá.

hoje não é segunda-feira

perdi a paixão que me tirava do caminho
E agora, carinho?
Que me falta pra cair no amor?
Não tenho paciência pra tanto cair e dor

É que hoje não é segunda-feira
É que hoje eu não tenho medo de parar
É que hoje eu vou buscar
O amor, a paixão, perder o medo de falar besteira!

É tanto tempo em um mês
Que um ano juntinho faz falta de vez
Pra saber, como devo fazer?
Pra cair no amor eu devo ficar ou correr?

Mas, hoje não é segunda-feira
Mas hoje penso em parar
É que hoje vou te buscar
amor, paixão, me fala um monte de besteira..

ah, tudo isso é como o vento: vem lindo e uniforme

Mas é, se você ver
não fico te olhando quando você dorme
na verdade, fico sonhando o mesmo sonho que você

Agora vai ser diferente de antes? (“Eu nasci há 25 anos atrás”)

Passei estes últimos meses viajando por parte do Brasil e quero ver mais! Vi muita coisa e senti muita coisa, também! Me apaixonei e me odiei repentinamente, que nem eu mesmo sei. Já me sinto velho com apenas 23 anos!

São os tempos? A vontade é de chorar ou morrer de rir. A vontade é de jogar tudo para os ares e correr por ai. Coisa bem típica de outras gerações, não é mesmo?

Na verdade, é coisa típica de qualquer coração suprimido. Dizer que “não” seria sucumbir ao plágio de uma espécie de homem que não sente e não existe! Eu sinto e sou homem por causa disso. Quero arrisca mais por essas coisas!

Quando voltei para casa, após esta última viagem para Recife, percebi que não posso ficar aqui parado. Merda, o mundo é grande! Conheci pessoas de todo o Brasil, gente do Acre (ele existe), Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Goiás, Pernambuco, Paraíba, Piauí… e soube que há mais histórias e estórias por traz das TVs e mídias sociais virtuais. Verbos e sorrisos saudosos de uma geração que não sabe para onde vai, não sabe se pensa no futuro ou se joga tudo agora. Tudo isso em poucos dias!

Eu me sinto velho. O mundo vai acabar em 2012? Deixa eu viver um pouco mais! Isso tudo é grande, esse Brasil é maior ainda! Quero ir para o Sul, Oeste, Além Mar, partir do Marco Zero e ir ao Norte sem direção!

Sei que isso não é algo novo, mas Quero ficar mais jovem e mudar o que veio antes!

_________

ps: Os domingos com o Senna eram bem mais legais!

Essas fotos escuras que brilham no meu quarto

Essas fotos escuras que brilham no meu quarto
vão ter um fim
Como eu terei
Mas antess, elas vão de partir pela madrugada
Minha janela cai no chão e o silêncio me diz: ” nada! ”

::::::::::

As fotos são só imaginação minha!

Eu te conheci e tudo se foi!

Eu também

Eu fiquei!

como posso deixar essa decisão me tomar?!

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Como restá só eu!

Terei que decidir por mim

E como não espero resposta

Vou, te verei.

Pois, Amei-te até o fim!

Eu preciso escrever um poema para você


Ainda não escrevi um poema para você.
Ainda não sei como o dizer
Quero-te por de longe um momento
Por isso, Penso em disolver de perto meu pensamento

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Meu drama é o que tenho de não ser
como a distância fica de mim ao te ver
Este não é meu jeito
Isso não tenho (a)tentado e feito
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Fico esperando a culpa
Qalquer pequena desculpa
Pata ter-te em minha frente
ó, dura verdade linda e dicidente
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Como(una) de Maio em dezembro
O ano (não) está indo como queria e pretendo
E eu ao impacto chegando
Como vê, (lá) fora de ti, está chovendo
:::::::::::::::
Por isso, é claro que você me adora
Eu (sou sua pedra filosofal de força) e aurora
Declare isso para os quatro ventos;
o resto, conte só pra mim, protegidos do relento