Fernando Pessoa e Eu

Você, Fernando Pessoa,  me disse que “o essencial da arte é exprimir; o que se exprime não interessa”. Mas, ai, eu pergunto, querido companheiro, e quando se tem mais que “arte” envolvido no meio da coisa? O que devo exprimir? E isso não terá valor também? E por acaso terei que esconder meus sentimentos se outros o fazem por medo? E se eu não querer isso? E se meu objetivo é o resultado, a coisa “exprimida” e não o processo? E se não me interessar o contexto e eu só querer sentir, fruir o que terei no final da arte, sem ligar para mais nada? E se, em síntese, Fernando Pessoa, eu querer ser apenas feliz e arriscar abdicar do essencial da arte?

Mas, com medo pergunto também, e se esse resultado dela, a “arte”, ficar tentando se esconder de mim?  Querendo esconder dos meus olhos o que leio com o resto, meu coração? Vou ter que aceitar o que você disse?

Ouso dizer-lhe que não vou cair por terra ou desistir, querido amigo, mesmo que insista em tentar-me desviar da verdadeira arte: a arte que não busca ser essencialmente arte.

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Prefiro as palavras sem fim

Gosto de escrever coisa que não entendo…

Preferencialmente quando surgem naturalmente

Quando é espontâneo e aparece aos poucos

Até tomar forma e sentir que estou vendo

 

Palavras são coisas irreais

São uma espécie de software projetado no espaço físico humano

É bem diferente da fala, em si

Gritar e chorar são coisas naturais

 

Não sabe-se bem o quê e como

Mas, é bem claro que faz-se bem escrever

E escrever coisas sem nexo melhor ainda =)

Claro, às vezes, dá sono!

 

Mas, é bem melhor assim.

Estou convencido que períodos longos demais não dão liga

E é melhor correr das vírgulas e pontos

Prefiro as palavras sem fim.

 

Pra fechar este pequeno texto grande demais

Fico esperando uma resposta dos leitores

Espero que acreditem no que escrevo

Espero que não me achem estranho, mais estranho que o texto que se faz.