Solange

Ela dobrou a esquina como se não houvesse amanhã! A brisa sobrou por debaixo de suas pernas e me fez ficar sem ar. Olhou pra traz, para ver quem a vira. Sorriu tímida e segurou a saia com as mãos. Sumiu na outra esquina como o Sol foge da noite!

Eu, um mecânico que, ainda, morava com a mãe, e tinha dez reais no bolso, não podia fazer nada.

Seis meses depois ela ficou noiva. Mas, todos os dias, como uma espécie de ritual, ela passava na frente da minha loja. Podia até chover, ela passava lá como se fosse a coisa mais normal e habitual do mundo e, sempre, olhava para dentro. Eu sofria. Juro, não conseguia parar de pensa nela.

Decidi então que um dia  ela seria minha. Eu ficaria rico e seria o Imperador do mundo! Refutei a ideia logo em seguida. Mas, ainda queria tê-la aos meus olhos.

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(Conto) Cada um por mim

Em outros tempos eu gastaria meu suor por nada!

– Que seja – eu diria. Hoje não!

Penso que os outros devem interpelar-se por mim, agora. Não sou qualquer Rei. Sou um Dom Juan casado!

– Ô Mulher, traga logo minha cerveja!