O passante de mim mesmo

Andar por Salvador é uma aventura estranha (no bom sentido) e nova a cada novo dia. Não me engano sobre a beleza da cidade. São as pessoas que deixam cada sagrado canto soteropolitano excêntrico e jamais intediante. Essa cidade não seria a mesma sem os tipos que florecem aqui. Às vezes penso que, na verdade, são uma entidade só. Um grande orixá que se esmeira por cada canto dentro dos limites dessa cidade. Mas, erro: em cada metro quadrado há uma pessoa diferente, mas, afirmo, sempre com a cara da cidade. Salvador tem milhões de caras e ninguém pode conduzir um pensamento em contrário. Eu então…

Contudo, andar por Salvador também me molda. Sou uma pessoa notável dessa cidade – até para mim mesmo – como qualquer outra. Não nasci nas águas de Yemanjá, sou sertanejo, mas aqui me reagreguei com todos os santos. Reparo que quando passo e conheço novas pessoas aqui, também passo por mim mesmo. Me vejo nos rostos dessa cidade. Me vejo não como parte de Salvador, mas como fruto imaturo (ainda) dessa árvore paubrasilis que cresce neste recôncavo de maré quente.

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