D. Cici e Naná

D. Cici, Nancy Ibijare de Souza, chamou o menino amarelo para perto. Crianças bricavam ao fundo do enorme “quintal” ao lado da biblioteca e do reifeitório da Pierre  Fatumbi Verger.

Falava manso a doce senhora. Calei-me por dentro, ouvi com atenção o que dizia a Criô

Bença D. Cici!

Bença D. Cici!

ao curioso muleque impertinente e amarelo.

- Escute, aquela menina, alí, é minha neta. Seu nome é Naná!

- Lindo nome – falei comigo mesmo quase sussurando e apenas por reflexo. O menino amarelo concordou comigo.

O estudante que queria escrever uma matéria sobre D. Cici, ora pois, escutava tudo o que dizia a mulher que ouviu as histórias de Fatumbi. Escutava tudo com atenção, enquanto a menina se aproximanva.

- Bença Vó Cici! – disse com ar de respeito.

- Deus lhe abençoe minha filha! Ah…Sabe, Naná é um nome muito bonito. – falou para a criança e para o menino amarelo – Diga pra ele o que seu nome quer dizer, diga!

Talves, pensando em não dizer nada, a criança, que tinha uns oito anos falou com convicção e orgulho asustador, até mesmo para mim e o menino dos olhos grandes e assustados:

- Princesa!

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