Caymmi
Cay em Mim
Cay e Mi
Cay in me
Caymmi
I like simples cigarettes
And ”Je suis jalouse”
Can you see my love in this glass?
”Ça vá pas bien” cause I’m confuse
Honey, I love you
But I’ll very bad tonight
Dance with me on the floor
And, please, forget the other guy
This lights can be the end
But my night is only you
Make me a little smile
I like what you do
Listen my favorite song
Louder, louder, louder
See my heart in this whisky glass
Then kiss me more stronger
Honey, I realy love you
But I’ll very bad this night
Dance with me on the floor
And, please, forget the crazy guy
Parado na frente de sua máquina de datilografar Remington, importada e semi-nova, gasta o resto de sua paciência com uma folha em branco e seus últimos dois cigarros, de um total de três maços em cinzas.
Tem uma ideia, mas não tem um argumento. Pensa que foi uma tarde perdida. Não sabe como não conseguiu escrever nada para algo tão óbvio como o que pretendia. Até lhe parece que a máquina ri de sua falta de criatividade e o papel e a escrivaninha cochicham sobre seu aparente nervosismo, enquanto a janela lhe dá de ombros e finta a cidade.
É fim de tarde em Paris. Os jovens já estão saindo às ruas, após cumprirem suas obrigações domésticas ou escolares. Os meninos procurando um pretexto para beijar uma menina ou mais. Enquanto elas, as moças, procuram um bom partido, culto e cheiroso, para futuro esposo.
Olhando pela janela, constatou que após a Guerra, os jovens ficaram mais “libertinos”, talvez por uma maior influência dos norte-americanos e seus filmes. “Talvez a culpa seja mesmo do tal Gene Kelly e suas coreografias extravagantes”, divagou ao acender sua penúltima cigarrilha.
“Esses são os anos 5o em Paris”, diz para si ao mesmo tempo em que, também, sente que lhe fará falta essa vida no futuro. “Como serão essas ruas daqui há 20 ou 30 anos?”, completa sua linha de raciocínio em voz alta antes de bater algumas rápidas linhas na Remington e levantar-se como um titã de sua prisão.
Tal foi a força que exerceu em suas pernas para levantar-se da escrivaninha que sua cadeira caiu para traz. Olhou rapidamente para ela, mas, como quem joga um bituca de cigarro no chão, não voltou a fitá-la, deixando-a no mesmo lugar, deitada sobre o tapete. Percorreu a distância que separava a escrivaninha da porta em dois passos largos, pegou seu sobretudo, o colocou sobre seu braço e meticulosamente ajeitou o Fedora preto em sua cabeça redonda. Saiu sem bater a porta. Fecho-a com todo o cuidado do mundo e andou em silêncio pelo corredor do primeiro andar do Hotel Mari’s.
Caminhando ao centro de Paris ficou preocupado por não conseguir ver a Eiffel por entre os prédios. Quando finalmente viu a torre, reinando ao anoitecer, abriu um sorriso simples, mostrando seus dentes amarelados pelo tabaco, que aprendeu a fumar com o Pai. Estranhou o sorriso em seu rosto quando encontrou a imagem da torre, já que sempre blasfemou contra o simbolo de Paris. “Os cabarés, sim, são os verdadeiros símbolos de Paris. Todo turista e homem parisiense de respeito passa mais tempo dentro de um puteiro que admirando aquele monte de ferro montado”, disse certa vez em um café entre alguns dos seus poucos amigos.
Quando os prédios, novamente, lhe furtaram a imagem da Eiffel seu penúltimo cigarro acabou. Bateu a mão no bolso do sobretudo preto, combinando com os sapatos lustrados, enfiou os dedos no bolso do paletó e não achou nada. Lembrou que estava no bolso da calça, lugar que geralmente deixa vazio, reservado para apenas colocar suas mãos – hábito que adquiriu na infância, mesmo contra os protestos de sua mãe. Sacou o amassado cigarro e acendeu com um velho esqueiro americano comprado na mão de um marinheiro inglês, quando da vez que seguiu com uma dançarina até Londres.
Existem muitos tipos de rituais por ai, alguns homens se benzem, outros só entram e saem de casa usando o pé direito e algumas pessoas até matam outras para seguirem suas regras, como na Inquisição, mas o dele é somente acender e respirar a fumaça do cigarro. É um ritual simples, mas era só dele e pensava nisso toda vez que o fazia, sozinho ou na frente de outros.
Após alcançar o Champ de Mars e ter a Eiffel em todo o seu campo de visão, passou a seguir um mulher que acabara de comprar um saquinho de pipocas e estava com um guarda-chuva preto ao seu braço. Já era noite em Paris e apenas as luzes dos postes iluminavam as faces de quem estivesse na rua. Pensou em parar aquela mulher e lhe olhar a face, se fosse bonita, perguntar seu nome, inventar uma história de que havia se confundido com outra pessoa e, finalmente, lhe convidar para um café, sem compromisso, é claro.
Mas, aquela distração não conseguia lhe tirar o foco. Adiantou o passo, passou pela mulher e não viu seu rosto. Atravessou o Champ de Mars sem olhar muito para mais ninguém e entrou na primeira rua que lhe parecesse familiar. Foi contornando as vias, boulevards, praças até chegar ao Moulin Rouge. Bateu as mãos no bolso e lembrou que estava sem dinheiro. Esperou.
Não sabe que horas são. Mas, um homem baixo, gordo e com um charuto na boca, chegou em seu carro, desceu, abriu a porta do veículo para um dama vestida com os trajes da moda e deu as chaves ao vallet.
Então, ao ver o homem e a dama, saiu do seu lugar de espera, aproximou-se do casal, sacou um resolver e destilou 3 tiros na cabeça do homem gordo, que caiu como uma bola de chumbo na calçada do Rouge. Naquele momento, ele fez um mulher viúva, 2 meninos órfãos e mais 2 mulheres sem seu amante e seus presentes caros, além de mais algumas mulheres sem seu cafetão.
No seu quarto no Hotel Mari’s haviam duas malas, um porta-chapéus, e uma máquina de escrever adquirida dias antes, com o resto de suas economias. Havia também um papel datilografado com os alguns dizeres:
“Tenho pena de saber que verei Paris novamente só daqui há alguns longos anos, ou talvez não veja mais. Este é um problemas.
Mãe, não se preocupe comigo. Sempre fiz tudo em minha plena consciência. O homem que vou matar hoje roubou minha mulher por algumas libras. Sei que vai me entender.
Aos meus amigos, vão à merda!
Até mais, se eu tiver sorte.
Jean”.
Depois que o corpo do homem caiu desfalecido, jogou a arma no chão e deixou-se render pelos guardas e o policial que estava mais próximo. Então, olhou para a dama que acompanhava o homem gordo e disse, com toda a calma do mundo:
“Não lhe amo mais”.
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Aiai, quando elas param
O tempo para
Tudo para
Para tudo sem elas.
______________
Crédito da ilustração: http://www.audrey-kawasaki.com/
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O som triste do violino passa por mim
para e me olhar por trás.
A moda soa a mágoa do carvalho
e também a sorte do gato.
É um fim triste para uma melodia tão linda
É tudo o que se sabe sobre tocar
É a raiz do dom do poeta
É a tristeza do ouvir
Ele chorar.
O violino declama para um mar frio, distante.
É quase o peso de um baião no coração de um retirante
E assim se escreve a história e fica o passado no som parado ao meu lado.
Chorar.
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Você disse que sim
Agora aguenta essa porra
Que daqui eu não saio sem pegar ninguém
Fica frio, cara, e bebe outra ‘lora’
”So much more…” toca no teto
Foda-se se você não acha graça
Mas, agora eu vou gritar no seu ouvido, com licença
“He come around na praça”
Canta essa Charlie
Rebola que o rock é sujo
Mas tenho certeza que você sabe esse refrão
Não briga na pista, porra, que eu não sou seu escudo
A praça está sem luz
A sua rua é um perigo, brother
É dia em São Tomé de Paripe City
Calma, quem é tubarão nunca se explode
Não é assim que se resolve
É sangue demais para minhas mãos
Vou deixar você pensar merda
Pois ela está olhando pra mim, irnão
Eu vou dançar com aquele vestido
Fique ai sem festa
É direito seu não ficar de pé
Então… seus problemas não estão na minha testa.
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“Anie Puskals foi abduzida!” Com esses gritos ecoando nas paredes nas casas da rua acordei assustado, às 8h da madrugada. Parecia que o Fulher havia sido ressuscitado! Já não me bastava trabalhar de segunda a sábado e naquele domingo também não teria descanso?
Tomei meu café quente como de habitual, dei de comer ao cachorro, tirei la neige da minha porta e sai para ver o que aquelas senhoras desbocadas estavam tagarelando na Rua Pokój.
Coloquei minha bengala na frente e as minhas pernas, feridas por duas guerras, atrás. Parei na primeira porta onde havia duas senhoras fofocando. Não precisei andar muito, dei cinco passos para a direita e parei em frente ao portão da casa dos Oświecony. A senhora Oświecony tinha a minha idade e conversava com a vizinha do final da rua, esta era mais nova. Elas pararam de trocar verbos quando viram minha assombrosa figura lhes encarando. De toda sorte, perguntei:
- Quem foi que morreu?
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Eu costumava levar Anie para a escola. Nunca vi menina mais atrevida! Ela não se intimidava nem com os meninos. “Eles têm cheiro de cachorro molhado”, dizia. Não parecia com o pai, que fora sempre muito tímido e sisudo quando criança e por isso era uma menina muito querida.
Anie era brincalhona e, para minha total surpresa, muito chorona. Qualquer coisa que lhe desagradasse, chorava.
Chorava! Continue lendo
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Imagem de uma piaba fora d’água. É a minha primeira imagem que posto aqui. Espero que gostem, apesar do ‘enorme’ @monzacosta no meio! Abraços. #fotojornalismo
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Assim, sorrateiramente, o vento passa e eu fico
E meus olhos não tem nada à ver com isso
Eu quero ser um, ser um.
Mais uma vez, olhei, olhei o olhar…
Uma motivação nova para cada coisa minha surgiu, surgiu
Uma coisa nova para meu coração, abriu, Abril
Sem sequer saber, eu não sei, perdi meu peito de novo, nem sabia que poderia.
E agora, o vento passou, eu fiquei. Continue lendo
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“Ela me arrepia, cara. Isso é impressionante!”. Foi a última coisa que ele disse quando esteve no meu apartamento. Não consigo compreender um homem apaixonado, definitivamente!
Ele chegou meio bêbado, dei-lhe água gelada. Entrou em meu apartamento calado, disse quando eu abria porta: “preciso de um ombro amigo, irmão. Deixe-me entrar e tomar uma água, por favor.”
Meu irmão mais velho é um pouco estranho. Não é nada organizado, mas é boa pessoa. Sempre arranja discussões inúteis com qualquer um, numa mesa de bar ou no meio da rua, e sabe como acabar com uma que ele não tenha começado. Tudo na vida é normal para ele, menos gostar de uma mulher. Sinceramente, também não entendo, mas, de uma forma diferente. Nunca gostei de uma pessoa ao ponto do amor. Entretanto, já namorei diversas.
- Sabe a chuva lá fora, irmão – disse ele depois de retomar a consciência. Não quero ser como ela, a chuva. Ela só faz cair.
- Você está ficando cada vez mais pirado. Continue lendo
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Para pensar melhor, eu preciso de seus olhos
Sei que será difícil
Mas, estarei aqui para sempre
Se você não me quiser…
Como poderei sorrir sem você?
Pensarei depois se você vai me deixar
Como contarei a história?
Não sei o que pensar
Não sei se sei chorar assim
Como poderei sorrir ao ver você? Continue lendo
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Primeiro fiquei com medo. Depois fiquei feliz. Primeiro não sabia seu nome. Depois ela me contou. Primeiro não quis ficar ao seu lado. Depois, muito rapidamente, queria estar onde ela estivesse. Primeiro eu não entendia seu sorriso. Depois passei a amá-lo. Primeiro eu odiei. Depois amei.
Ela parou na minha frente. Eu tinha em minhas mãos duas folhas de papel. Ela não me dizia nada. Eu fiquei pensando. Ela olhou dentro dos meus olhos. Eu senti meu coração. Ela ficou ali. Eu também. Ela sorriu. Eu disse: oi. Ela retribuiu. Eu fiquei vermelho. Ela, com certeza, achou estranho. Eu fingi alguma coisa. Ela passou. Eu fugi. As folhas de papel ficaram no chão. Continue lendo
Arquivado em Contos, Monza Costa
Cheguei, como de costume, para meu trabalho voluntário dos domingos. Dou aulas de catequese na paróquia do bairro. Abrir a porta e lá estavam as crianças, nem todas sentadas, a maioria falando alto, as meninas bem penteadas e os meninos, todos, com cabelos emaranhados.
Alguns meninos brincavam de brigar em um canto. Outros estavam desenhando pássaros no quadro negro. Algumas meninas estavam olhando um álbum de figurinhas de bonecas. Outras exibiam seus lápis coloridos para uns meninos bobos.
Enfim, coloquei minha mochila em cima da mesa e pedi ordem. Logicamente, os meninos não me atenderam de imediato. Então, disse que a Irmã Matilde estava vindo pra conversar com a turma. Todos se sentaram rapidamente, e não se ouviu nenhum pio até que eu fala-se que se tratava de uma brincadeira. Continue lendo
Arquivado em Contos, Monza Costa
Leia o capítulo 1 de “O Surpreendente Caso de Anie Puskals”
Reparei que havia um jovem ajoelhado na neve, contemplado o quarto de Anie, ou a falta dele. Não conhecia aquele magrelo. Mas, meu filho se apressou e retirou o jovem do meu da rua. O menino de olhos estufados e com, ora vejam só, barba por fazer e cabelo curto, abaixou sua cabeça e começou a chorar no ombro do meu filho. Enquanto eles entravam para dentro de casa, mandei meu cachorro voltar. À princípio, o animal não quis ir embora, mas depois que ameacei de batê-lo com minha bengala ele colocou o rabo entre as pernas e correu chorando.
- Ande logo! Pare de miar feito um gato de rua! Vá! – e se foi. Assim que vi o animal dobras a rua, dobrei para dentro da casa do meu filho.
A primeira coisa que consegui distinguir foi a saliência da mulher do meu filho. Ela não conseguia parar de chorar, apesar de estar aparada por seus pais, que já estavam ali e moravam perto, afinal de contas. Cumprimentei os dois senhores mas não consegui olhar para o rosto da minha filha. O rosto dela me lembraria o de Anie. Continue lendo
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Estou ouvindo, sem parar, esta nova cantora francesa; espero que, assim como eu, vocês gostem da bela voz de Camélia Jordana.
Bisus
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Saberás que é forte
Saberás que terá que confiar no homem
Saberás que tudo o quer há no mundo é feito de ferro e carne
Saberás que as pedras não são tão duras quanto a tentação Continue lendo
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Faz alguns minutos sai para cobrir um evento, aqui no IFBA (sim, ainda estou trabalhando). Entre um corredor e outro, dei-me com uma janela maravilhosa. Saquei a câmera e “pá”, tirei a foto que posto à seguir. Fiquei contemplando a janela por dois minutos.
Meu momento reflete bem este pôr-do-sol. Espero o próximo amanhecer. Fui!
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Cai sobre a tarde quando vi que tudo ia acabar em pó
as chances haviam se esgotado
Eu pensei inocentemente que quatro anos eram suficientes para resgatar tudo
mas, quando voltei, encontrei nosso amor parado
Sai pelo mundo tentando resgatar o que havíamos perdido em uma festa qualquer
Não valeu a pena
Procurei fazer com que você visse que poderia ser como antes mas você respondeu:
« não venha »
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Sabe, quando estou dormindo
Eu estou sonhando com você
Isso é bobagem
Mas, é verdade.
Se existe algo para sempre,
entre nós,
Quero saber!
…
Minha pequena,
não se atreva a sair de dentro do meu coração
incoerente
que não pode crê
em saudades!
Não me fará bem a distância
mesmo por dias
não poder ei te beijar
Quero que fique!
…
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Eu queria ter nascido criança. Eu devia ter feito mais coisas legais quando criança. A gente depois que cresce compreende que a infância e a melhor parte da vida –“antes de um filho, é claro” (ainda não tive filhos, mas terei!). Dá muita vontade de voltar à infância, dá muita vontade fazer um bocado de coisa que não fiz e refazer outra tantas coisas fantásticas que transforam minha vida para sempre.
Ah, primeiro, eu devia ter ido mais vezes para a escola com aquela estagiária de magistério, que ia me pegar em casa. Eu tinha cinco anos, ela tinha 15, mas isso não impedia meu amor por aquela moça de cabelo castanho, voz suave e olhos verdes. Não. Mas, eu era tolo. Às vezes queria que minha mãe me levasse… tinha medo da menina, veja só. Bom, enfim, sei que ela é casada e tem, ao menos, um filho. Fui jogado para escanteio…rsrsrs
Legal. Segundo, devia ter jogado mais bola no campinho na frente de casa. Poxa, vejam só, já faz meses que não sei a cor da pelota! Se eu fosse criança agora não teria medo de apanhar da minha mãe por que tava jogando bola com o meu irmão Elias, meu primo Robson e o vizinho da esquina, o Dennis. Poxa era massa! A gente fazia um gol –com uma trave no poste de iluminação e outra no meio da rua – e brincava de quinze toques até o arremate ao gol. Naquela época eu falava assim: “Sai que é tua Taffarel!” e ai na bola como um gato no rato! “Brinquis”, eu fechava o gol rapá! Tai, outra coisa que me arrependo muito na minha leve infância: ter medo de fazer as coisas legais por causa da surra que minha mãe, certamente, iria dar. Eu era – é difícil reconhecer isso – um menino amarelo. Sim. Apesar das muitas cosias que fiz e aprontei, eu tinha muito medo da reação de D. Maria Cremilda.
Certa vez, num final de tarde desse que a gente não quer voltar pra casa e só tem interesse na brincadeira de polícia e ladrão (eu só queria ser o “polícia”), mesmo com o perigo das cobras e etc e tal no meio do mato ralo, eu cai na besteira, depois de ter sido arrastado por minha mãe para dentro de casa e em seguida encarregado de chamar o meu irmão do meio para dentro de casa, em falar o seguinte: “Elias, mãe mandou vir pra casa e parar o baba! Ela tá injuriada!” Pra quê, meus Deus?! Foi eu terminar de falar a palavra “injuriada”, que minha mãe saiu “ventando” na porta pra fora… pá!
Já contei que quando criança, eu pensava que sabia voar? Não, né? Pois, lembro que, às vezes, eu dava um corrida e saltava, saltava mais longe que João do Pulo. Ó, bem mais longe! Na verdade, eu sabia voar. Esse era meu segredo: eu era o Super Homem! Depois que cresci, tentei repetir o feito de minha infância, mas a magia dos meus superpoderes foi embora. Cai de cara no chão e engoli um monte de terra.
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No ninho passarinho
Em casa menino moço
Mainha coruja
Painho canarinho
…
No campinho canto trinca-ferro
No ninho fico quietinho
Cisca a chão Tico-tico
Que o Coleiro vai casar com esmero
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Como poderia não haver nada de bom
Se de bom há o mundo
O mundo de bom que tenho
Não tem no mundo
..
Nem terei o mundo que quer
Quer o mundo que não tens
Eu sou o mundo que tens
Tens o mundo em tuas mãos
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É isso ai moçada, este é a primeira arte gráfica que posto por aqui. Espero ser a primeira de muitas. Forte Abraço! Clique para ampliar a imagem.
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O que fazer agora, Jornalista? from Monza Costa on Vimeo.
Há horas em que ser jornalista não adianta muito. Você pode filmar, mas não pode abrir a porta da gaióla para o Corupião fugir. #tenso
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Para um homem que está se apaixonando, não há outra alternativa. Triste vida assim terminará a daquele que não tem nada a perder, mas também não pode ganhar nada, por já saber.
Que tudo saia de dentro de sua voz, as palavras na frente dos sentidos, na frentes do que é sentido.
Minha cara metade, eu não sei… Mas, não quero esperar para te perder antes de descobrir se pode ser ou será?!
Quase tropecei em você, ou você se jogou na minha frente. Eu não sei dizer se e como aconteceu. Aconteceu o que eu queria mas não esperava e tinha medo que tivesse que acontecer. Não há razão para deixar-me sofrer, nem quero tentar. Eu quero tentar, ande, me deixe provar.
Não quero saber, se houve, há, ou não sei o quê. O que quero tem o seu nome, sabe que vou continuar até você ficar com este homem.
Vou deixar para você decidir se vai me deixar, me acolher ou não saber. Eu sei que tudo pode ser, tudo vai deixar-se esclarecer.
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Dando um ‘rolé’ pela rede, em minha pesquisa sobre geolocalização e marketing em rede sociais, dei de cara com este belíssimo viral da WWF sobre a importância de cuidarmos de nosso planeta.
Esse vídeo me tocou muito. Chorei, depois de alguns anos sem o fazer.
Vejam e tirem suas próprias conclusões, no mais, uma boa tarde! Segue o vídeo:
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-Que tudo seja!
Ele deve ter dito isso. Deve ter vislumbrado algo mais. Todavia, escapa a nossa compreensão mortal o que fez.
Escapa aos meus sonhos sutis.
-Seja bem-vindo! – disse ao homem.
E o homem respirou!
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Me diz que não sei te amar
Me diz que eu não vou poder te levar
Pra onde eu vou?
Você pode me encontrar!
…
Mas, me diga que vou poder chorar
De felicidade eu vou voar
Verei que você pode comigo sorrir
Antes de partir?
…
Eu quero que você se apaixone por mim
Eu quero que você me diga que não é o fim
Mas, que você vai me abraçar
Quando eu parar…
…
Você vai correr para os meus amassos
Vai gritar em meus braços
Você não vai se arrepender…
Vou fazer tudo pra você me amar!
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O Guarda-chuva que me protege
não protege a chuva que cai dentro de mim
a menina que me roubou tudo
não deixou nenhum beijo no fim
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Conto o Réis de conto
Pois a conta não é conto
Nem te conto!
Conta que é conta não é contar
Por isso eu te conto
Que a minha conta não fala sobre o conto
Que te conta o meu conto.
Reis de Réis de conta!
Conta falsa.
Conto que não é conto
é conto da conta.
Conta que é conta, contada, catada
Dos meus Contos.
Contos de verbos
Contos de Réis.
Réis que conto.
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Minha casa não tenho mais.
minha guitarra não vibra mais
Meus sapatos estão no canto
Meu dia acabou.
::::::::::::::::::::::::::::::::::::
Eu vou ser melhor
eu serei você
Eu sou melhor ao seu lado
eu terei você!
::::::::::::::::::::::::::::::::::::
Posso ser melhor,
Melhor que o que fui hoje
Melhor para você
Do jeito que você me encontrou
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Ainda não escrevi um poema para você.
Ainda não sei como o dizer
Quero-te por de longe um momento
Por isso, Penso em disolver de perto meu pensamento
:::::::::::::::
Meu drama é o que tenho de não ser
como a distância fica de mim ao te ver
Este não é meu jeito
Isso não tenho (a)tentado e feito
:::::::::::::::
Fico esperando a culpa
Qalquer pequena desculpa
Pata ter-te em minha frente
ó, dura verdade linda e dicidente
:::::::::::::::
Como(una) de Maio em dezembro
O ano (não) está indo como queria e pretendo
E eu ao impacto chegando
Como vê, (lá) fora de ti, está chovendo
:::::::::::::::
Por isso, é claro que você me adora
Eu (sou sua pedra filosofal de força) e aurora
Declare isso para os quatro ventos;
o resto, conte só pra mim, protegidos do relento
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Essas fotos escuras que brilham no meu quarto
vão ter um fim
Como eu terei
Mas antess, elas vão de partir pela madrugada
Minha janela cai no chão e o silêncio me diz: ” nada! “
::::::::::
As fotos são só imaginação minha!
Eu te conheci e tudo se foi!
Eu também
Eu fiquei!
como posso deixar essa decisão me tomar?!
::::::::::
Como restá só eu!
Terei que decidir por mim
E como não espero resposta
Vou, te verei.
Pois, Amei-te até o fim!
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“Ei, pega esse menino ai”
Corre menino
Querem te pegar!
“Ei, guri…
Vem cá, filha da peste!”
“Pega esse guri…”- gritam todos.
“Esse que passou correndo
com um passo de pressa?
Que pressa tem esse guri!”
Corre e corre
Corre pra fugir
pra sumir.
Corre pela esquina, guri!
Dobrou a esquina o menino amarelo
Correndo como se não fosse feito pra outra coisa
Fugindo até da poeira que levanta
“Corre e se esconde!”
“Diaxo, pra onde foi aquela serpente?
Que poeira desgraçada…”
“Ei, moço, ele foi por ali!”-aponta pra esquerda
“Tava correndo feito o cão”
Corre o homem pela esquerda
Corre o menino magrelo pela direita.
Corre o homem perdido
Corre o menino sorrindo.
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É o sorriso dela
é o meu sorriso
É o beijo dela
é o meu beijo
É o jeito que ela me olha
é o jeito que olho pra ela
É o suspiro dela
é o meu suspiro
É o cheiro dela
é o sonho que tenho
É tudo novo nela
é a mudança em mim
É cada detalhe por descobrir
é cada coisa em mim
É o jeito dela dizer
é o meu jeito de ouvir
É ela
é mim!
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Estava na praça da vizinhança, lendo meu velho jornal e conversando com os pombos, quando vi um homem de salto. “Até que pontos chegamos?!”, pensei. Nunca no alto dos meus 70 e tantos anos vi coisa semelhante. Quando olhei melhor, reparei: era meu filhos mais novo.
Astolfo d’Andrade de Carvalho II estava de palitó e mini-saia! Quase não acreditei, não fosse o detalhe de uma cicatriz de infância em sua perna esquerda.
Ia para o trabalho; saia da casa que lhe comprei de presente de casamento.
Quando me viu disse: “Olá Papa!” Minha reação foi levantar a mão e dizer: “Até mais querida!” Ele sorriu, junto com os pombos, que certamente, já sabiam de tudo e não me contaram.
Arquivado em Contos, Monza Costa
Meu coração está apertado
Meu peito está apertado
Meu coração apertado
Meu coração
Coração apertado
Coração
O que é isso?
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Já tomei porre por você
E você nem ai
Já virei noite pensando em você
E você nem lembrou de mim
Já dormi abraçado com a foto sua…
E você não olhou pra mim
Eu quero saber
Qual é a sua?
Eu quero morrer
Vendo você nua…
Já gritei no meio da madrugada teu nome
E você não me ouviu
Já troquei tapas com aquele homem
E você o socorreu
Já quis me jogar no mar…
Mas, você não entendeu
Já quis te abraçar
Você fugiu
Eu quero entender
Qual é a tua?
Eu quero viver
Abraçado com você nua…
____________________________
* Poesia feita colaborativamente (a palavrinha da moda) com o amigo Aparecido Silva, estudante de jornalismo e twiteiro! Valeu Cydo!
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A moça que me leva nos braços é bem quente
Eu gosto do colo dela
Eu sou bem pequeno em seus olhos
Mas, eu fico, assim, sorridente
Qualquer coisa que tento falar
Ela me faz ter silêncio
É sempre assim
Eu não consigo dormir sem chorar…
Eu sou um bebê
Eu sou um menininho
Eu sou um pequeno rapaz
Eu sou tão feliz com você
______________________________
*Poeminha velho, mas bem divertido que fiz para o dias das crianças de 2009 e acabei não publicando na época.
Arquivado em La vie, Monza Costa, Poemas
Et
quand
un
météore
tombe
sur
la
poitrine
et
à
déstabiliser
l’ordre
établi?
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kkk kkkk
kkk kkkk
kkk kkkk
kkkkkk
kkkkkkk
kkk kkkk
kkk kkkk
kkk kkkk…
…
…
É, acabou a graça!
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Verdade que não posso te tocar hoje
Verdade, também, que você está dormindo agora
Verdade.
Mas, se quer saber,
Você me fez ficar acordado essa madrugada
E não consigo escrever mais nada além dessas palavras
As palavras que queria estar dizendo no seu ouvido
Enquanto você dorme.
É que sou bobo
É que eu te quero como ontem
Quando beijei seu rosto em silêncio
E disse aquelas palavras
As palavras que você já sabe que vou dizer pra você amanhã
Arquivado em La vie, Monza Costa, Poemas
todas as coisas
todas as coisas pequenas
me fazem lembrar de ti
e se até elas, as coisas
dizem para pensar em você
não serei eu que farei o contrário
Arquivado em La vie, Monza Costa, Poemas
Um pingo de arte quando cai na tela
vira mancha
E quando é o artista que cai?
Vira o quê?
Vira verbo
Vira som
Vira palavra
vira visão
Vira animal
Vira tom.
Vira
Virou
“artista”
Arquivado em Monza Costa, Poemas
Não era propriamente a morte que temia
Mas, de encontrá-la do jeito que tinha de ser
Um Tigre Pardo
Não era caçador, mas sonhador
“Buscador de estrelas ao norte”
O Tigre que não temia a vida
E não comia caça
Era caçado
Por todos os lados
Os inimigos se espreitavam pelos flancos dos campos
E ocupavam todas as posições de ataques
O Tigre não se preocupava em se defender
“A sorte está lançada”, disse
Para que escudos se se tem a palavra como forte
A morte é apenas um detalhe quando se tem uma roupa vermelha
E o coração para fora
Como prêmio aos atacantes
“Como prêmio aos vencedores”, sentenciou o tigre pardo.
Arquivado em Contos, Monza Costa
Há tantas violentas coisas
Que só uma me faz temer
Há coisas tantas que não quero pra mim
Mas, só uma me faz querer
Não vou lhe beijar só por beijar
Não tente me perguntar porque
Eu vou fugir se insistir
Mas, depois, vou voltar…
Sempre no mesmo lugar
Vou tentar te ver onde estiver
Não farei questão de dificuldades
Quem manda em mim é meu desejo por lhe olhar
Minha cabeça não cansa de te ver
Meu coração não cansa de te sentir
Não me canso de ser feliz
É que tudo isso em mim é feito pra você
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*Mais um poeminha dos tempos em que tava aprendendo… Não tinha a data em que foi feito – tão pouco me lembro -, mas fica, ai, como registro dos verbos.
Boa segunda pra vocês.
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Maçãs
de Adão e Eva
Maçãs
de pensamentos
Maçãs
vermelhas
Maçãs
verdes
Maçãs
de flores
Maçãs
doces
Maçãs
que caem
Maçãs
nos meus sonhos
Maças
de dor
Maçãs
do rosto teu
Maçãs
do coração meu
Maças
do amor
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Todo verão
mesmo que seja de inverno
quero ganhar o coração teu
para toda manhã
dar de presente ao meu
de natal
de fim de dezembro
de paixão
Arquivado em Monza Costa, Poemas
O gafanhoto nasçeu grande
E grade não podia, logo, ser outro gafanhoto comum
Foi, então, chamado pra fora da família
Chamado para ser só, tomou a rua e viveu voando
Viveu até virar lenda
Lenda que lembrava somente do nome
O nome que todos saberiam respeitar naquele dia
O dia de seguinte ao acordar da noite do Gafanhoto
O Gafanhoto gosta de Adagas
E adagas frias
Para limpar o sangue sem secar
E poder dizer não ao remorço que aflinge todo gafanhoto que só lembra do nome
Arquivado em Monza Costa, Poemas
Arquivado em Desenhos, Monza Costa
Ah, sapatilhas vermelhas
que caminham por perto de mim
e me derrubam por não querer
ah, me faz dormir nas telhas!
Eu que ando descalço
contigo por perto
meu sangue fica com esperança
ah, eu não faço o que faço
O que eu quero é trocar o pulmão e o ar
que corre por dentro de mim
porque você não vem pra cá?
bem assim, bem devagar…
Sapatinhos vermelhos que se seguram assim
me diz uma coisa só
que me calo e me recolho pra perto
bem a tempo do seu coração dizer “oi” pra mim!
Arquivado em La vie, Monza Costa, Poemas
À soleira de casa percebeu que a tarde ia indo e decidiu, então, ficar, ali, para a noite.
Arquivado em Contos, La vie, Monza Costa
Eu não sou poeta!
eu me movo
com certas palavras e cores
do mundo grande sem profetas
Que os campos têm provavelmente mais flores
Eu ainda não vi nenhum dia
Nada que me fizesse perder a esperança que se aproxima
de uns certos simples rumores
Coisas que dizem meu coração
coisas para qual eu temia ver e queria,
com certeza, poder inventar uma palavras para isso
mas, como dizem, não sou poeta então.
Carro que me leva não me trás se quiser
e é hora de chover para poder pisar na poça
e ficar te esperando sozinho
te esperando para ver o que vou te dizer de pé
Para algo mais eu fico só olhando
coração agradece se toco meu próprio peito
Sentir felicidade não é coisa de quem escreve
é coisa de quem lê outra face pensando
Se não dá para ver a noite impede crer
eu simplesmente finjo não temer nada
pois, é claro, eu quero ver o abrir do dia
E pintar quadros com Sol e sua letra de nome tecer
Pois se noites longas não durmo bem
Durmas por este que dizem poeta não ser
Poeta finge muito bem, eu não
Só ligue para quem de longe vem
Que assim me aquieto com te ver
Pois não sou poeta
Sou outra coisa que quero pra mim
Sou aquele que vai escrever e dizer “você”: você!
Arquivado em La vie, Monza Costa, Poemas
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Deu o maior trabalhão para fazer isso e depois o WordPress não aceitou a formataçõa, por isso vai como imagem, mesmo!
Arquivado em La vie, Monza Costa, Poemas
Os duendes das estatísticas do WordPress.com analisaram o desempenho deste blog em 2010 e apresentam-lhe aqui um resumo de alto nível da saúde do seu blog:

O Blog-Health-o-Meter™ indica: Este blog está em brasa!.
Um Boeing 747-400 transporta 416 passageiros. Este blog foi visitado cerca de 3,000 vezes em 2010. Ou seja, cerca de 7 747s cheios.
In 2010, there were 60 new posts, growing the total archive of this blog to 80 posts. Fez upload de 7 imagens, ocupando um total de 4mb.
The most popular post that day was Renata.
Os sites que mais tráfego lhe enviaram em 2010 foram twitter.com, facebook.com, orkut.com.br, alphainventions.com e search.conduit.com
Alguns visitantes vieram dos motores de busca, sobretudo por mundo, sonho, budapeste, marciano e marvin marciano
Estes são os artigos e páginas mais visitados em 2010.
Renata dezembro, 2010
1 comentário
Caros amigos marcianos janeiro, 2010
“Ao meio dia, pesquei uma piaba! Oras, peixes também morrem!” abril, 2010
2 comentários
Uma mensagem agosto, 2009
Meu amor de Budapeste setembro, 2009
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Tem horas que a saudade bate forte.
Tem horas que não se consegue dormir.
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Quando é dia
a cigarra canta
“Cantei bem, não foi?!”
diz ela
Que também pulou pra fora
e se foi pra noite
se sentindo bela e poderosa
“Eu sou Riiiiiiiiiiiiicaaaaaaaaaa!!!
Riiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiccccaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!”
Arquivado em Contos, La vie, Monza Costa
E quando a gente acha que vai
E, do nada, não vai.
Ai a gente desiste
E do nada
A gente quer ir.
Então vai.
E a gente volta
Pra poder ir.
#tenso
Arquivado em Crônicas, Monza Costa
Gosto de escrever coisa que não entendo…
Preferencialmente quando surgem naturalmente
Quando é espontâneo e aparece aos poucos
Até tomar forma e sentir que estou vendo
Palavras são coisas irreais
São uma espécie de software projetado no espaço físico humano
É bem diferente da fala, em si
Gritar e chorar são coisas naturais
Não sabe-se bem o quê e como
Mas, é bem claro que faz-se bem escrever
E escrever coisas sem nexo melhor ainda =)
Claro, às vezes, dá sono!
Mas, é bem melhor assim.
Estou convencido que períodos longos demais não dão liga
E é melhor correr das vírgulas e pontos
Prefiro as palavras sem fim.
Pra fechar este pequeno texto grande demais
Fico esperando uma resposta dos leitores
Espero que acreditem no que escrevo
Espero que não me achem estranho, mais estranho que o texto que se faz.
Arquivado em Crônicas, Monza Costa
Tão é vão é tão à bê
que diz ter e não ter
para do movi e menta
sem tá, leve anta
ção é cão ká cá vá
pa rapaz.
Arquivado em Monza Costa, Poemas
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“parece comigo [quando moleque] mas não sou migo”. Essa imagem vem daqui. Mas, é legal e me faz lembrar muita coisa do pouco tempo (pena) em que fui criança.
Arquivado em Monza Costa
Você, Fernando Pessoa, me disse que “o essencial da arte é exprimir; o que se exprime não interessa”. Mas, ai, eu pergunto, querido companheiro, e quando se tem mais que “arte” envolvido no meio da coisa? O que devo exprimir? E isso não terá valor também? E por acaso terei que esconder meus sentimentos se outros o fazem por medo? E se eu não querer isso? E se meu objetivo é o resultado, a coisa “exprimida” e não o processo? E se não me interessar o contexto e eu só querer sentir, fruir o que terei no final da arte, sem ligar para mais nada? E se, em síntese, Fernando Pessoa, eu querer ser apenas feliz e arriscar abdicar do essencial da arte?
Mas, com medo pergunto também, e se esse resultado dela, a “arte”, ficar tentando se esconder de mim? Querendo esconder dos meus olhos o que leio com o resto, meu coração? Vou ter que aceitar o que você disse?
Ouso dizer-lhe que não vou cair por terra ou desistir, querido amigo, mesmo que insista em tentar-me desviar da verdadeira arte: a arte que não busca ser essencialmente arte.
Arquivado em Contos, Monza Costa
Havia um homem na esquina
Havia um carro na esquina
Havia um poste na esquina
Havia algo novo na esquina
Era uma rua comum
Era uma para crianças descalças jogar
Era um rua pra se papear
Era um rua bem iluminada
Dois homens na esquina
Dois gatilhos face a face
Dois gemidos de dor
Dois dias de janelas fechadas e crianças caladas
Eu fugi de casa
Eu vi tudo deserto
Eu vi parede pintadas de vermelho
Eu não vi mais lâmpadas acessas à noite
Acabou os babas, bambolês e baleados
Acabou a festa antes de começar
Acabou a alegria das mulheres de saia e chinelo na mão
Acabou o dia e havia ainda um poste sem luz
Pois não tinha mais carro na esquina e nem homens,
Pois nem gatilho,
Pois nem algo novo,
Pois tudo já era velho e o medo também.
Arquivado em Contos, Monza Costa, Poemas
Eu gosto dela. É eu gosto dela! Mas, vou parar de dizer isso se não ela joga uma pedra em mim!
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Dá um sambinha isso, não dá?
Arquivado em Contos, Monza Costa
As crianças brincam com a chuva do lado de fora
É a hora de saber quando parar de gritar para voltarem para dentro
Às vezes é preciso saber deixar brincar
“Vamos brincar juntos?”
Sabedoria não se vende na esquina.
E a esquina não é ali perto
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Das coisas que escrevi que poderiam ser “frases de caminhão”.
Arquivado em La vie, Monza Costa, Poemas
No meio do caminho tinha uma pedra. Fiz uma alavanca. Tirei a pedra do meio do caminho.
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Arquivado em Contos, Crônicas, La vie, Monza Costa
No princípio era o fim dos homens. E então os homens se fizeram começo.
Arquivado em Contos, Crônicas, La vie, Monza Costa
Como se ter alegria em dia cinza?
É só, como crianças, sorrir e não emburrar
E com seu jeito, doce mulher
Que se faz saber o que há
Nos pingos da chuva
Não vale medo da roupa sujar
Que tem mais água depois
E tem sabão também
Mas agora tem chuva fina
Vem pro caminho dela que felicidade também diz que vem.
Arquivado em La vie, Monza Costa, Poemas
Eis a Pedra que corre pelo ar.
É a Pedra mesma que chutou Drummond
E levantou, “vou”
E agora também correu sobre o mar
É a pedra também de anil
Azul que corre dos céus
É também da cor dos teus olhos
Castanhos de dor e lágrima viril
Como ela a Pedra é.
É “Pê” e Pedra
Pedra de dor
De chá quebra-pedra com fé
Que Pedra é essa?
Não tem medo também
Não é daqui nem de lá
Não tem origem nem pressa
De chegar
De onde partiu?
De sonhar
“Como ser livre?”, como passarinho voar
Pois um chute tomou
E ganhou altura.
Não quis mais voltar
As respostas ficaram pra lá, “vou”!
Arquivado em La vie, Monza Costa, Poemas
A minha sorte é que de noite sou Lobisomem
E esqueço das dores de ser humanidade
Pois ferido com balas de prata eu vou cair
Eu desejo morrer como um heroí de verdade.
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Já que não cosigo tocar com essas garras o rosto dela
Que seja lutando que se encontre a verdade
É por valer a pena que olho a Lua
Tudo para não ter caridade.
Arquivado em Crônicas, Monza Costa
A vida é curta demais pra ficar tentando várias vezes a mesma coisa. Eu sei. Mas o que não conseguir antes estou tentado fazer novamente!
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Existem jogadores de futebol de final de semana
Pescadores de fim de semana
E até pais de final de semana.
Só que ninguém lembra:
também existem poetas de final de semana!
Arquivado em Monza Costa, Poemas
Não abra, não escreva, não olhe, não pegue essa agenda! Ela não serve para ser agenda. Também não serve para ser peso de porta!
Arquivado em Contos, Monza Costa
Luto!
Eu luto!
Luto!
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*Ideia tirada da cabeça, ou melhor… do Facebook de Lilian Caldas sobre o 1º de Maio.
Arquivado em La vie, Monza Costa, Poemas
Um artista de verdade não tenta agradar seu público com sua arte – mesmo aqueles que vivem de vender ela. Tenta, sim, acalentar seus sentimentos. Se agradar ou não isso é outra história.
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Será?
Arquivado em Crônicas, Monza Costa
O título faz parte da obra ou a obra faz parte do título?
Como assim não existe parágrafo?
E a onomatopéia dos versos?
[ ficamos, então, neste cubículo]
Eu quero um dicionário de sarcasmos
para entender “Pais e Filhos”.
E uma banda de verdades oníricas
[ que descreva meus espasmos]
Duas palavras metem medo em mim
Esqueci qual é o verbo que mais gosto
Sempre achei religião em copos d’água
[ por tudo isso eu me esforço antes do fim]
O título que falta
Conquistei meia-noite
Quando te jurei amar
[sob a cruz de malta]
E o céu que era azul marinho
Raiou o escuro, estrelas e um luar
Para me falar sobre como ser
[e como te dar carinho]
Não preciso que ninguém me diga nada!
Eu sei onde posso parar!
Não vai ser ninguém que vai me dizer!
[mentiras nem contos de fada]
Arquivado em Monza Costa, Poemas
andando aqui e ali
eu fico me achando
como se fosse me perder
de onde estou olhando.
Arquivado em La vie, Monza Costa, Poemas
É puxando a velha mula que vive o velho
Velho bem velho, mais velhos que a seca que queima o mandacaru
E que teima em ser mais teimoso que a idade
Coisa que duvida a criança que brinca em cima da carroça sob o Sol
E vê-se um dia puxando seu próprio jegue para caçar água limpa
Como a que viu um dia cair do azul do céu, um dia
“Eu era pequeno”
“Você ainda é um tampa de binga”
Ô faz chover, ô mula não vai morrer!
Cadê o azul do céu, cadê o Sol
Sai meia noite pra procurar carro
Que carroça vendeu, êita velho!
Vai pra longe do pé-de-serra
Deve ter caído morto o carcará que nem se vê mais
“Ô múleque vê se vem pra cá,
Para queito, diacho,
Pega esse papelão e dormi”
“Mas tá chovendo!”
Arquivado em La vie, Monza Costa, Poemas, Sertão
Vô ando e cá indo
mas som am do e ri indo.
Por má ais ideias que tenho ó
não com sigo mudar o mum dó
Sá muda ar o lado de dentro da ais coi sais
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mais do que as coisas
mais do que ventos
mais do que mares
mais do que essência.
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Sei que abuso muito, mas, eiii, tu bem que gosta de uma chuva no final de semana, heim?!
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Não sei!
Não sei o que fazer
não sei
não sei!
Não sei por onde ir
E agora?
como faço?
não sei o que saber!
Perdido quero entender
o que tenho que fazer?
não sei!
não sei o que preciso ter, afinal!
Passei estes últimos meses viajando por parte do Brasil e quero ver mais! Vi muita coisa e senti muita coisa, também! Me apaixonei e me odiei repentinamente, que nem eu mesmo sei. Já me sinto velho com apenas 23 anos!
São os tempos? A vontade é de chorar ou morrer de rir. A vontade é de jogar tudo para os ares e correr por ai. Coisa bem típica de outras gerações, não é mesmo?
Na verdade, é coisa típica de qualquer coração suprimido. Dizer que “não” seria sucumbir ao plágio de uma espécie de homem que não sente e não existe! Eu sinto e sou homem por causa disso. Quero arrisca mais por essas coisas!
Quando voltei para casa, após esta última viagem para Recife, percebi que não posso ficar aqui parado. Merda, o mundo é grande! Conheci pessoas de todo o Brasil, gente do Acre (ele existe), Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Goiás, Pernambuco, Paraíba, Piauí… e soube que há mais histórias e estórias por traz das TVs e mídias sociais virtuais. Verbos e sorrisos saudosos de uma geração que não sabe para onde vai, não sabe se pensa no futuro ou se joga tudo agora. Tudo isso em poucos dias!
Eu me sinto velho. O mundo vai acabar em 2012? Deixa eu viver um pouco mais! Isso tudo é grande, esse Brasil é maior ainda! Quero ir para o Sul, Oeste, Além Mar, partir do Marco Zero e ir ao Norte sem direção!
Sei que isso não é algo novo, mas Quero ficar mais jovem e mudar o que veio antes!
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ps: Os domingos com o Senna eram bem mais legais!
Arquivado em Crônicas, Monza Costa
Tive um sonho tão bom, esta noite, Que não me lembro quando vou sonhar novamente.
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” O corpo é forte, mas a mente é fraca!”
“Precisava dizer isso?”
“Sim, acho que sim!”
“Tenho vergonha de ser sua dupla personalidade!”
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All Star no chão, um após o outro em um ritmo frenético, uma ficha de cartório na mão e um cento no bolso. Não mais, nem menos, apenas um cento!
- Preciso chegar e pagar!
Arquivado em Crônicas, Monza Costa
tira, cola, recorta, remenda e anota
tudo isso é que nem verdade
a gente sabe que existe, mas não conta.
tudo isso é assim
quiçá um beijo meia noite, então?
então, enfim!
na verdade, as coisas andam devagar
e isso é uma afronta!
parece que saber não custa nada
mas, em contra verdade, custa caro
custa tanto que não conseguimos ver as consequências
de tanto parecer amar, chorar, parar.
É forte, sei, mas não dá pra sentir
quando você me olha de perto com seu coração
e quando penso, ao contrário, tão longe de ti.
tudo é tá pequeno e colorido, que nem post-it
quem nem post-it anota
isso é quase uma nota
que canto pra não ter que voltar ao parágrafo anterior
e ter que reescrever, sem querer e rever
não quero mudar muitas coisas das poucas que tenho
quero que seja simples e composto
e que fique cravado na pele
tatoo teu nome e tiro depois, faz parte
só não faz parte me esquecer
que nem as anotações
que colorem sua parede
com os nomes dos teus ex.
Arquivado em La vie, Monza Costa, Poemas
Vida de link é uma promiscuidade só, passa pela mão de todos os encurtadores e mídias sociais do mundo! Depois sempre vai prestar conta aos QRCodes!
Pra quê, afinal? Pra ser clicado, usado e jogado em um bookmark qualquer, longe dos favoritos?
Vida de link é foda!
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Texto dedicado aos links que lutam por nós todos os dias e que nunca lembramos.
Arquivado em Contos, Monza Costa
algumas pessoas nasceram neste momento
outras morreram nunca mais
e alguns as duas coisas por consentimento
enquanto, eu? escrevo essas linhas limitadas.
e, contudo, você pensa no quanto sou idiota
mas está perdendo uma boa oportunidade de bater na porta dos seus pais
e pedir proteção de estado por uma noite dessa, chuvosa
só não vale pedir pra ficar por mais um mês, “um ano, quem sabe?”
uh, é? um piano que toca na sala
ou é a infância que volta, e em bala?
mas, a Emilia não quer chegar?
pena, este soneto não se acaba devagar…
Arquivado em La vie, Monza Costa, Poemas
A porta está aberta e minha vontade é de sair. Mas, sair pra onde?
É complicado ir à rua nessa primavera que mais parece inverno. Chove copiosamente na cidade, que para e chora os buracos no asfalto. É, faltam motivos pra sair.
É de minha vontade ir à praça te ver. Mas, sei que você não está lá. O poeta também sabe e vai me olhar torto se aparecer por lá. Nem olhar os barquinhos de papel na baia me faz animar. É, quero descanso disso tudo. Mesmo assim, o mais perto da felicidade que encontrei foi quando joguei meus pés longe daqui e senti vontade de voltar.
Mas, tudo isso é um saudade reservada. Você foi má comigo. Me fez ficar te olhando por horas e ainda perguntava “o que foi?”, me jogando uma balde d’água suja de fim de tempestade. Você vem e molha todas as minhas roupas com essa garoa e me deixa esperando a condução pra casa. Passam 18, 19, 20h e nada, “você não chega”!
Você é assim e não vai mudar tão cedo. Sou eu que devo partir? Mas, quero ficar…
Arquivado em Crônicas, Monza Costa
perdi a paixão que me tirava do caminho
E agora, carinho?
Que me falta pra cair no amor?
Não tenho paciência pra tanto cair e dor
É que hoje não é segunda-feira
É que hoje eu não tenho medo de parar
É que hoje eu vou buscar
O amor, a paixão, perder o medo de falar besteira!
É tanto tempo em um mês
Que um ano juntinho faz falta de vez
Pra saber, como devo fazer?
Pra cair no amor eu devo ficar ou correr?
Mas, hoje não é segunda-feira
Mas hoje penso em parar
É que hoje vou te buscar
amor, paixão, me fala um monte de besteira..
ah, tudo isso é como o vento: vem lindo e uniforme
Mas é, se você ver
não fico te olhando quando você dorme
na verdade, fico sonhando o mesmo sonho que você
Arquivado em La vie, Monza Costa, Poemas
A gente leva a vida muito a sério.
Não dança, não canta não beija ao acaso
Não deveria ser assim. Você sabe disso mais do que eu
ela passa muito rápido e não dá pra ver pela janela com todo esse frevo
não vamos alcançá-la se ficarmos lendo e escrevendo esse texto
tão meu e seu
Temos que pular o carnaval
Deixar a máquina de escrever de lado e os livros tacar fogo
É o amor que redime a paixão
É o amor que te faz perder a razão
E isso é bom, é o que é,
É o amor que me faz
te dar boa noite
“Até mais”
Arquivado em La vie, Monza Costa
Passei um mês todo como Wolverine, cabelo e barba, e todos me olhavam na rua. Cortei a barba e penteei o cabelo à Superman: todos ainda me olham na rua. Minha conclusão: sou bonitão.
Arquivado em Crônicas, Monza Costa
Não precisa dizer nada
o soco e o esporo da noite
já dizem tudo
Arquivado em La vie, Monza Costa, Poemas
Desprezem a imagem estática do vídeo, ela não ofende ninguém dentro do seu real contexto. Vejam o vídeo e comprovem o que digo.
Arquivado em La vie, Monza Costa
Tem dias que a lua se esconde na revoada das nuvens da noite.
É quando o amor transforma lobisomens em homens e não há medo em suas amadas.
Soltam-se as amarras de tudo.
É quando a sombra é sinômimo de perdão e paixão entre as flores que dormem ao silêncio de tudo.
Noite é hora de amar.
Arquivado em Contos
Vou ficar esperando você chorar para te beijar?
Não vou não…
Não vou ficar esperando você me gritar para te beijar
Vai ser assim não…
Ficar esperando você cantar um samba pra chegar?
Vou esperar não…
Ficar olhando na janela pra te avistar?
Na janela não…
Ficar na calçada esperando você passar
Com seu carnaval…
Jogando purpurina e me fazendo mal
Vejo seu Carnaval…
sua saia curta, seu top apertado e essa fita no cabelo
Por seu Carnaval…
Eu vou até o Egito visitar o faraó e lhe dar um baita nó
Quero seu Carnaval…
Mas, não vou ficar aqui parado não
Pra ter você no carnaval…
Vou aprender esse axé pra pegar essa dança e chegar em você, ê
Que está nesse carnaval…
onde está você, mainha, que é pior que vendaval
E assim que chegar o fim da noite
tudo vai ficar no carnaval?
Quero não, não
Nosso amor vai durar até depois do vendaval!
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Quem vai musicar essa bagaça pra mim?
Arquivado em La vie, Monza Costa, Poemas
Eu não vi Rodin
Fiquei no sertão abestado
A pedra que eu vi depois
Não era do reino nem enlatado
Não vi Verge me chamar
Não fui ver o homem nú
Não fui ter um beijo contigo, ah não!
Na escuridão do caruru
(êta)
É que no Cobre eu dancei
um samba bem legal
Mas, foi na Chapada que pulei
nessa saudade animal
Não fui ver Rodin
Não fui ver o branco-negro, amor
Não senti dor quando todos se foram
Mas, moça, chorei quando você chegô
Pseudopoeta, qual é a redundância eficaz entre a poesia sagaz e a que faz?
Arquivado em Crônicas, La vie, Monza Costa
É vero é peso
É peso
é marco
É março
É zero
é marcos ou zeros?
Arquivado em Monza Costa, Poemas
Era verão ou não era verão (calor danado faz aqui)
passou cá ou ficou lá
do outro lado da ponte do poeta?
Ficou no marco
É maçom
Brenã?
Paraná? Rio? Pernambuco? Olinda? Piauí!
É sol que passa sobre o rio nordestino
É bem capaz de tudo ficar no caminho
mas é bom ver o porta retratos
o livro das tuas faces no ninho
passando como um rio sobre a ponte
pena que ficou no passado
ficou no sotaque
ficou do outro lado
e ficou pra outra vez
Arquivado em Crônicas
E a última coisa que fica é o cheiro dela na vernissage.
É um cheiro bom, tão bom que se vai aos poucos.
Adeus.
Arquivado em La vie, Monza Costa
E fecha-se a porta por onde um dia nosso amor passou
E fecha-se a porta por onde ela um dia me deixou
E lá vem o Samba
Cantado pelo Mestre Semba
Descendo a ladeira em minha pobre direção
Que nem abre alas na avenida sem freio de mão
E lá vem correndo o Samba
E lá dança Mestre Semba!
Descendo a ladeira me arastando na contra-mão
Quando todos cantam um único refrão
“É que agora estou sem casa para hospedar meu coração.
É que agora estou sem lar para deixar minha paixão!”
E fecha-se a porta por onde um dia nosso amor entrou
E fecha-se a porta onde do outro lado um dia minha vida ficou.
Arquivado em La vie, Monza Costa, Poemas
[qual] o dilema do herói:
fazer acontecer e ficar quieto, calado,
ou mudar uma sombra e abrir a boca no mundo?
Gosto de coisas agressivas
Mas, também vivo sensações suaves
Você vai dizer que encontra isso em outro cara?
Então venha me dizer que sim
Que não sou feito pra você e este é o clássico fim
É claro que você tem medo
De descobrir que sou um péssimo mal rapaz
Mas você e eu temos certeza que sim
Que você já sabe até demais
Pra você eu não sou uma realidade
Mas, isso não é porque sou um cara mal
É tudo seu medo de parar de correr
Atrás de uma felicidade formal
Gosto de coisas agressivas quando você não para
Mas, também vivo sensações suaves sempre ao te ver
Você vai dizer que não sou aquele cara?!
Eu não sei, venha me dizer que sim
Que não sou feito pra você e este é o definitivo fim
Não tenho porque mentir todos os dias
Até parece que tudo isso é verdade
Que você entra pela minha porta
Sai e não deixa saudade
Olha eu não queria ser rude
Mas, vou pedir que se cale
Eu não quero gritar com você
Já sabe quanto meu amor vale
Penso em coisas agressivas quando estou no trabalho
Mas todas são sensações suaves que só você sabe…
Sei que vai dizer que conheceu outro cara?
E sei que não sabe o que dizer pra mim
Você quer evitar me magoar, mas este é o fim.
Arquivado em La vie, Monza Costa, Poemas
Eu gosto de São Paulo
Mas ela curte mais o Rio de Janeiro
Assim não dá.
Não vai dar Samba, Morena.
Se decida logo, é a cidade bela ou seu Nego arteiro.
Eu sei que você gosta d’um calor
Ah, isso Eu possa dar
Mas, se quer sonhar com os cariocas
Não vou deixar, não vou
Mas, você vai ter que parar e pensar…
Por que nessa garoa eu te encontrei molhada
Minha Gostosa, não te falei
Filho de Baiano e Mineira, sou Paulista da gema
Você é doce como um Pão de Açúcar, mas não irei embora
Amo o Rio, só eu bem sei, mas de São Paulo nunca me afastarei.
Arquivado em Monza Costa